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sábado, 10 de março de 2012

L.A. Noire


- Análise

Sei, sei que o jogo é velho e blá, blá, blá... mas semana passada deu vontade de resolver alguns casos e tals, aí acabei pegando e zerando novamente, então resolvi fazer uma análise mais do que atrasada.



L.A. Noire

A história se passa em 1947, obviamente em Los Angeles.
O protagonista é Cole Phelps, um policial honesto que atuou na 2º Guerra Mundial.
Começamos a controlá-lo ainda sendo um "simples" policial fazendo sua patrulha.
Depois que alguns casos são feitos, Phelps é promovido e começa a trabalhar no departamento de trânsito.

L.A. Noire não é um game onde o foco é na ação como qualquer outro, e sim na investigação, algo que não é muito explorado em outros títulos.
Em uma comparação bem escrota, diria que é um C.S.I. da década de 40.

No início, assim como qualquer outro, o jogo faz com que seja fácil resolver as diversas etapas dos casos, como encontrar pistas no corpo da vítima, vasculhar a área para ver se algum objeto importante é encontrado e principalmente na hora de interrogar uma testemunha ou suspeito.


A inovação do jogo fica na parte das expressões faciais. É algo muito real. Logo de cara surpreende.
Se tem a impressão de que é com atores mesmo. Um filme.
As atuações reforçam essa ideia.

Há rostos já conhecidos, como John Noble, Andrew Connelly, Andy Umberger...




Essa motion scan já vale pelo gráfico, que não é ruim, mas é... digamos, simples e detalhado.
Também, sem ela, não daria certo a proposta do game.

Na maior parte dos casos, temos que achar pistas e interrogar pessoas.
Com isso, quando fazemos perguntas, temos que prestar atenção se os interrogados estão dizendo ou não a verdade.
Chegamos a uma conclusão reparando nos movimentos, nas expressões que a pessoa faz.
Um simples olhar para o lado, uma simples mordida no canto do lábio, já pode denunciá-la.

Aí, cabe ao jogador, com base no que a pessoa falou e fez, apertar o botão "verdade", "mentira" (tendo uma prova para desmenti-la) ou "duvidar" (se não tiver provas) para intimidá-la.

Conforme o jogador vai acertando, Phelps vai ganhando pontos de experiência, que vai desbloquando várias vestimentas.


Toda vez em que chegamos à cena do crime, começa a tocar uma certa musiquinha de fundo.
Bom, é ela que nos vai "dizer" se encontramos todas as evidências.
Caso o jogador não ache todas, basta pegar o bloco de anotações (que é muito útil, é usado na maioria dos momentos) e selecionar o ícone que revela no mapa onde estão as pistas restantes.


- Spoiler -

No decorrer da história, Cole é promovido várias vezes.
Da patrulha foi para o departamento de trânsito; do departamento de trânsito foi para o departamento de homicídios (onde a melhor parte do game, na minha opinião, acontece); do departamento de homicídios para o departamento de narcotráfico; do departamento de narcotráfico para... bom, nesse caso não foi uma promoção... "algo" que aconteceu fez com que ele fosse rebaixado para o departamento de incêndio criminoso.

- Spoiler -

No geral, os casos são envolventes. Não consegui parar de jogar sem terminar um.
Principalmente no fim do game, que a coisa começa a se tornar pessoal...



Como comentei acima, acho que na parte do departamento de homicídios é onde acontece a melhor parte do jogo.
É a partir daí que a coisa começa a ficar mais foda.
Começamos a investigar vários assassinatos semelhantes: sempre uma mulher é assassinada e, sem fazer questão de esconde-la, é deixada em um lugar aberto.
Muitas delas estavam nuas, com mensagens e algumas joias roubadas.

- Spoiler -

Em todos os casos, os maiores suspeitos eram os maridos ou namorados das vítimas.
No final, eles sempre eram presos. Porém Phelps começou a perceber que como os assassinatos foram cometidos por uma só pessoa.
E o real assassino mandava várias cartas enigmáticas.

Coisa que achei muito boa, mesmo que com algumas coisas não explicadas...
O jogo já seria sensacional se fosse só sobre essa parte da carreira do Cole Phelps.

- Spoiler -


O jogo é "mundo aberto" com um mapa bem extenso.
O problema é que ele não foi bem aproveitado.
Não há muita coisa fora da campanha principal pra se fazer.
Só são 40 casos menores (Crime Events), encontrar alguns carros e atualizar o mapa com a localização de monumentos importantes.


A trilha sonora... é ela que faz com que o jogo tenha aquele clima de época. Em algumas partes deveria ter mais destaque, mas não deixa de ser excelente.
Em vários momentos, nas perseguições (tanto à pé quanto de carro), as composições combinam muito bem.


Caso não saiba, esse jogo é desenvolvido pela Team Bondi e pela Rockstar, e bom, jogo que tem a Rockstar envolvida é jogão.
Exemplos são o que não faltam: Grand Theft Auto, Bully, Max PayneRed Dead Redemption (GOTY 2010)... e claramente com L.A. Noire não foi diferente.
Um dos melhores do ano passado, sem dúvida alguma.
Torço para que tenha não necessariamente uma continuação (seria bem estranho...), mas um novo jogo na próxima geração, em uma outra cidade, com outros personagens, abordando o mesmo tema, só que com melhorias gráficas e sem alguns furos.
Seria perfeito.
E também acho que uma adaptação para as telonas, com todo esse mesmo pessoal, daria certo.

A Rockstar disse que gostaria de fazer um novo jogo assim, só que ainda não está em seus planos... então ele pode demorar anos e anos ou até mesmo nem sair.



L.A. Noire é uma obra-prima

97/100


Alguns trailers:





*Caso não saiba nada ou muito pouco de inglês, para entender a história, mude na configuração do console o idioma para espanhol, aí as legendas do game ficarão nesse mesmo idioma.

2 comentários :

Anônimo disse...

cade os herois

significado dos nomes disse...

esse jogo é simplesmente demais