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domingo, 29 de julho de 2012

The Dark Knight Rises - Por Estelar



Foi o fim.



O fim de uma jornada que se iniciou em 2005, com o grandioso “Batman - Begins”. Não a jornada de um homem, não de um herói, mas de um símbolo. Um símbolo de esperança, não só para os cidadãos de Gotham, mas para toda a humanidade. Uma chama que se ascende nos corações das pessoas, de que ainda há salvação para a humanidade.

Talvez possa ser apenas um delírio de um fã de quadrinhos, mas Christopher Nolan, talvez, tenha mostrado com essa magnífica trilogia, que as pessoas possam ter esperança num mundo melhor. “Batman – The Dark Knight Rises” não foi o melhor filme.

Não foi um épico do cinema, mas é um filme que inspira as pessoas. Não é necessário que seja um multimilionário, com uma capacidade de percepção e inteligência fora do comum para ser um herói. O filme mostrou que até mesmo o mais simples dos homens pode ser um herói glorioso, se estiver munido de esperança e coragem.

Em relação ao filme, sim, houveram falhas, como todo filme possui. O conjunto da obra mostrou um filme extremamente excitante, do início ao fim. Um filme que não perde o ritmo em nenhum segundo. Apesar de suas 2 horas e 45 minutos, o filme em nenhum momento é cansativo. Até ouso dizer que ele passa rápido demais, pela maestria como o diretor e seus comandados o executam.

Falando em diretor, não há como não ver o dedo de Christopher Nolan nesta película. O homem sabe como fazer um filme, e como prender o espectador a ele. Sua direção foi formidável, apesar de alguns pontos falhos. Porém, se colocados na balança, não interferem em momento algum à experiência cinematográfica.

Sobre as atuações, foram quase todas perfeitas. Michael Caine é o ponto alto do filme. Sua cena com Bruce Wayne, em que o primeiro pede demissão, é emocionante. Christian Bale é testado ao extremo no filme, e se sai muito bem. Anne Hathaway é magnífica no papel de Mulher-Gato. Gary Oldman, apesar de não aparecer tanto como em “The Dark Knight”, exerce uma importante função no fim do filme.

Morgan Freeman, assim como Oldman, também teve suas participações bastante encurtadas, mas em todas elas cumpriu seu papel com bastante maestria. Joseph Gordon-Levitt é outro que cumpre muito bem seu papel, mostrando que é um ator de enorme capacidade e que possui um potencial muito grande. A revelação no final do fim vai deixar os fãs atordoados.

Tom Hardy interpretou o mal em pessoa, interpretando um vilão que nunca teve um propósito definido no universo do “Morcego”. Só o que me deixa triste é o rumo que ele toma no fim do filme, mostrando que não era tudo aquilo que todos pensavam a respeito do personagem... No entanto, como nem tudo são flores no mundo do cinema, Marion Cotillard foi o elo fraco do filme. Sua atuação deixou a desejar, tanto para uma atriz de tamanho talento, como para um filme de tamanha qualidade.

O filme veio amarrando seus antecessores de forma formidável, dando sentido a uma das melhores frases, dita em Begins: “Bruce, por que nós caímos”. Essa frase “ecoou” durante o filme inteiro. Fazendo com que Batman caísse, mas se levantasse mais forte ainda. Enfim, o filme não é o melhor da trilogia, mas está muito longe de ser ruim. Encerra a história de Bruce Wayne com bastante dignidade, além de ser um filme FODA.

P.S.: O filme pode ter acabado. A trilogia pode ter acabado. Nolan pode não mais voltar para dirigir Batman, assim como Bale e os demais podem não voltar a exercer seus papéis, mas “Rises” deixa o universo de Batman em aberto para, quem sabe, em um futuro não muito distante, vermos um novo homem levar o legado do cavaleiro das trevas à frente (será?)...

3 comentários :

Anônimo disse...

quem é estelar?

Salto disse...

Concordo com a critica como um todo, dando um destaque para a "velocidade" que o filme passa e a atuação fraquinha da Talia.

Anônimo disse...

Ótima resenha!!!!