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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Crítica de Cinema: Abraham Lincoln


Um épico da caça aos vampiros... Será? Contém Spoilers!
Durante toda a publicidade do filme Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros, o filme foi retratado como um novo épico do subgênero Filmes de Vampiros (Atualmente em decadência graças a filmes e séries como Crepúsculo e Vampire Diares). O resultado na realidade é um filme bastante movimentado, que empolga e agrada no momento da exibição, mas que depois que você sai da sala de cinema e faz uma reflexão melhor, acaba caindo no desgosto, com o nível decaindo muito.

Neste filme, somos apresentados ao lendário presidente Lincoln ainda criança. Após interferir no castigo de um menino negro, dado por um jagunço branco, o mesmo testemunhou sua família ser ameaçada pelo latifundiário local, Jack Barts. Naquela mesma noite, Abraham assistiu pelas frestas de seu beliche a mãe ser mordida no pulso por Barts, que na verdade era um vampiro, fazendo com que a moça amanheça em estado deplorável, sofrendo de múltiplas convulsões. Passam-se os anos. Abraham agora é um homem adulto, que acabara de perder o pai. Sozinho, apenas com um sentimento de vingança consigo, ele parte em busca de Barts para matá-lo, sendo vencido no confronto e salvo por Henry Sturgess, um misterioso homem que o havia abordado momentos antes num bar. Desolado, ele é treinado por Sturgess para futuramente ser um caçador de vampiros, mas com a condição de não agir para alimentar seu ego, mas sim pelo bem da humanidade. Sua batalha acaba levando-o aos rumos da política, enquanto vamos descobrindo aos poucos a "verdade" sobre as tropas vindas do sul dos Estados Unidos durante a Guerra de Secessão.

As cenas de ação do filme são realmente empolgantes, enquanto que o 3D por muitas das vezes é bem utilizado. Porém, é tentando manter os fatos fiéis aos reais acontecimentos que o filme por muitas vezes se enrola, o que durante a projeção é "coberto" pela ação atual e só sendo descobertos depois da reflexão pós-exibição referida acima que descobrimos tais erros. O drama da morte do filho do presidente não é muito necessária durante a exibição, servindo apenas para aumentar a carga dramática do filme.

Dentre todas as atuações, a que mais se destaca é a de Dominic Cooper. Por mais que já desconfiemos que o caçador é um vampiro desde o primeiro momento em que ele aparece em tela, ele consegue guiar o personagem com maestria durante o filme, mas nada que venha a salvar o filme de ser no máximo um guilty pleasure.

Se você procura por uma diversão momentânea, recomendo que assista ao filme. Mas se espera um filme realmente bom, acho que seria mais adequado procurar por outro que esteja sendo exibido por agora.

Nota: 


Um comentário :

Besouro Negro disse...

Humf! Big Brother e vampiros são as pragas do século! Sei lá, talvez preste só vendo pra saber.