Fábrica de Heróis
Crie seu personagem

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Crítica Literária: Green Lantern - New 52


A grandiosa saga final de Hal Jordan. Contém Spoiler!
Com o lançamento dos Novos 52, praticamente um reboot dos títulos da DC Comics, onde as edições foram todas zeradas, as franquias do Batman e do Lanterna Verde apenas seguiram continuando o que já nos havia sido apresentado, e Lanterna Verde inicia-se depois dos eventos da Guerra dos Lanternas Verdes.


Hal Jordan não é mais o protetor da Terra, ele agora é só mais um desempregado de Coast City. Seu anel foi retirado de si pelos Guardiões, que viram seu ato de utilizar um anel de energia amarela como traição. E o pior: Seu anel é agora propriedade de Sinestro! Mas Jordan ainda não se conformou com essa antiga nova vida, até receber a visita de seu maior rival.

Após receber o anel dos Lanternas Verdes, Sinestro se arrependeu de ter permitido que a Tropa Sinestro estabelecesse uma ditadura militar em Korugar, seu planeta natal. Para auxiliá-lo, ele chama Hal e lhe dá um anel verde feito a partir de seu próprio. É então que os dois maiores rivais devem se unir para salvar todo um mundo.
Em minha opinião, esse primeiro arco foi em uma palavra: excepcional! Geoff Johns dá uma demonstração do seu valor nesse título. As artes de Doug Mahnke também são ótimas, outro ponto que nos faz literalmente "viajar" enquanto lemos as edições. A relação entre dois homens que até outrora eram grandes inimigos não é nada fácil, e ver como ela aos poucos vai evoluindo é fantástico. Não só a relação entre os dois vai evoluindo, eles mesmos vão evoluindo gradualmente. Hal vê como nunca antes com qual intensidade a experiência de ser um Lanterna Verde interferiu em sua vida, e depois de ter seu troféu de volta, se vê em uma situação de alto risco. Enquanto que Sinestro bota pra fora a raiva e a mágoa que possui com Hal e aos poucos transforma esses sentimentos em confiança e, com o decorrer da história, em amizade.
Ainda tem espaço para os personagens secundários. Mesmo que por pouco tempo, Carol Ferris mostra o quanto de preocupação ela sente em relação a Hal, ficando apreensiva durante seu período fora. Enquanto os residentes de Korugar já não confiam mais em Sinestro, que até tempos atrás era seu defensor.
O arco 01 dura da edição #01 até a #05.

Já nas próximas edições, nós temos uma prévia do que poderá ocorrer no futuro de toda a franquia Lanterna Verde. Em uma virada excepcional, com roteiro coordenado com maestria por Johns, Sinestro está obstinado a acabar com a sua própria tropa, quando põe as mãos no Livro Negro, que lhe transmite sensações tão ruins sobre o futuro que ele necessita novamente da ajuda de seu antigo inimigo e agora aliado Hal Jordan. Porém, por incrível que pareça, Hal agora já não quer mais ser um Lanterna Verde. Com a ajuda de Carol, o jovem conseguiu reorganizar sua vida e agora tem seu lugar em Coast City. Mas como tudo que vai volta, Sinestro retorna e exige que o herói da Terra vá consigo ao planeta Nok, lar da Tribo Índigo.

Ao chegar, os mesmos acabam sendo pegos, com Hal sendo feito prisioneiro e Sinestro sendo levado a fazer um tipo de lavagem cerebral. Nesse período, Hal reencontra Mão Negra, vilão da Noite Mais Densa, que encontra-se lobotomizado pela Tribo Índigo, afirmando ter sido "purificado". Mas Hal não acredita no vilão e após uma trapaça rapidamente elaborada consegue escapar. Após encontrar com um ancião daquele planeta, descobre o segredo da misteriosa tropa: Ela foi fundada pelo tal ancião e pelo ídolo dos Lanternas Verdes Abin Sur.
Ao ter conhecimento das mesmas profecias que Sinestro recentemente, ele canalizou a energia da bateria central de Nok com medo de que um dia a previsão de que os Guardiões fossem vir a destruir sua atual tropa para construir a mítica Terceira Armada. E mais: Como energia canalizada da compaixão, a tropa concentra esse sentimento no usuário e transforma até mesmo o pior dos seres em um ser pacífico. Sendo assim, é descoberto que toda a tropa é constituída de criminosos intergaláticos.

Após muitas e muitas voltas, a bateria de Nok acaba sendo desativada, fazendo com que os criminosos se voltem contra Hal e Sinestro. Após a ajuda de Indigo-1, que se encontra regenerada e arrependida de seu crime de ter matado a filha de Abin Sur, ajuda a reconstituir a bateria. Porém, no período em que a mesma encontra-se desativada, Mão Negra aproveita seu período de liberdade para cometer suicídio, sendo novamente acolhido pelo seu anel negro. Após a paz em Nok ser restaurada, Sinestro e Hal acabam sendo teletransportados para a casa de Hand graças ao Livro Negro. Ao sair da casa, eles se deparam com um exército de mortos vivos, e para derrotá-los, devem utilizar o poder de seus anéis combinados com a bateria amarela de Sinestro. Enquanto a ação acontece no jardim da casa, Mão Negra lê as mensagens de Nekron no Livro Negro e, para a surpresa do mesmo, seu mestre o avisa que Hal Jordan não é seu inimigo, e que na verdade será o maior Lanterna Negro de todos. O vilão não consegue chegar ao jardim a tempo e encontra Hal e Sinestro mortos, tendo os mesmos se sacrificado pra impedir uma nova Noite Mais Densa.

Mesmo o primeiro arco sendo excelente, é nesse segundo arco que se concentra a tensão. Do início ao fim, vários encerramentos são imaginados por nós, leitores, até que no ato final todas as peças se encaixam finalmente. Uma ótima leitura não somente pra os devotos da DC Comics, ou apenas pros fãs de quadrinhos, mas pra todos os que apreciam o gênero dos super heróis, mantendo-se épico. Resta esperarmos pela saga do novo Lanterna Verde, Simon Baz.

Nota: 5/5

Nenhum comentário :