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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Crítica Literária: Tower of Babel


Um dos melhores arcos já publicados pela DC Comics. Contém Spoiler!
O arco Liga da Justiça - Torre de Babel foi lido por mim na época em que eu tinha o meu notebook Acer (Quem jogou RPG comigo sabe que isso foi já a muito tempo), e foi uma das minhas perdas. Maaaaas... Recentemente eu ganhei essas edições de um parente meu que colecionava a alguns anos. As revistas tinham até um cheiro de mofo, então deixe no sol um pouco pra depois ler. Foi uma ótima re-leitura.


A saga ainda se mantém atual, apesar de tantas reformulações e mesmo aqueles que não tem o costume de ler histórias em quadrinhos devem tirar um tempo pra lê-lo e descobrir porque essa seria uma ótima fonte para um futuro filme da Liga da Justiça.

Nós começamos esse arco com o eterno rival do Batman Ra's Al Ghul comentando a lamentável predominância do ser humano na Terra, extinguindo seus companheiros animais e exterminando seus recursos naturais, divagando sobre como seria glorioso seu domínio sobre uma parcela considerável da população. E agora ele pode por seu plano em prática. Em posse de planos para imobilizar a Liga da Justiça, Ra's começa a atacá-los um a um. Enquanto Bruce tanta a todo custo reencontrar os caixões de seus pais, que foram roubados do túmulo, Ajax é atacado por nanitas que põem seu corpo em combustão. Aquaman é infectado com a toxina do medo (Provavelmente a mesma do Espantalho) e torna-se hidrofóbico, desesperando-se com a visão de água. Homem-Borracha é congelado e depois partido em milhões de partes e Diana e Wally (O Flash daquela época) encontram Kyle Rayner, o atual Lanterna Verde da Terra, cego em seu apartamento. No apartamento do artista, eles são atacados por membros da Liga dos Assassinos de Ra's e são também derrotados. Diana recebe um microchip que a faz pensar que está vivendo uma intensa luta de forma interrupta, algo que se continuar vai matá-la, enquanto Flash recebe outro aparelho alujado em sua coluna vertebral, que o faz ter múltiplas convulsões na velocidade da luz.


É então que Batman invade o esconderijo do vilão, que ameaça jogar o corpo dos pais de Bruce no Poço de Lázaro, o que acabaria por revivê-los. O detetive, lógico, não aceita a proposta em respeito a memória dos seus pais e acaba sendo perseguido e aparentemente morto. Enquanto Talia lamenta pela morte do amado, o mundo vive momentos terríveis. Uma frequência mínima afeta o cérebro de todos no planeta, fazendo com que ninguém consiga identificar o que está escrito em placas, documentos, ou qualquer outro tipo de mensagem escrita, o que vai evoluindo, tornando a fala imperceptível. Não demora pra Superman ser afetado também, sendo que contra ele é usado um fragmento de Kryptonita Vermelha, uma variação da rocha espacial que torna a pele do herói transparente, o que faz com que os raios solares que aumentam seu poder sejam absorvido por seus músculos e órgãos internos, o que o torna uma incontrolável máquina de destruição. Porém toda a situação acaba ficando fora de controle quando os heróis descobrem que foi o Batman quem escreveu os planos que Ra's utilizava contra eles. Na verdade, os arquivos haviam sido roubados por Talia.


Porém, diferente do que se imaginava, Batman não morreu de fato, mas conseguiu fugir do esconderijo de Ra's Al Ghul, enquanto os membros da Liga vão se recompondo com a ajuda uns dos outros. Após muita destruição ser causada no mundo, a Liga da Justiça finalmente consegue se recompor e derrotam seu oponente.

De fato, o arco explora ao extremo toda a desconfiança e paraneia do Batman. Apesar de lutar lado a lado com os outros super heróis, ele os vê de fato como uma possível ameaça a Terra, vide ao evento com Agamenon, alien que dominou a Liga e fez com que se tornassem vilões, mas também mostra sua preocupação ao saber que seus companheiros encontravam-se ameaçados pelos malignos planos utilizados por Ra's. Mesmo que não em primeiro plano, também mostra a dualidade de Talia Al Ghul. Devota ao seu pai, a moça roubou os planos de contenção dos arquivos do morcego, mas também mostrou seu amor pelo mesmo quando ajudou a Liga a deter seu pai.

Tendo usos futuros - como a recente animação Justice League: Doom - o arco rapidamente tornou-se emblemático, sendo memorável a cena do embate entre os membros da Liga acerca da expulsão do Batman, sendo que antes que seja decidido o seu destino, ele demonstra sua vontade de sair ao teletransportar-se de volta para a Terra. A discussão também faz com que os membros desenterrem antigas mágoas do passado, virando o que é popularmente conhecido como "lavagem de roupa suja".




Leitura recomendada!

Nota:          

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