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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Crítica Literária: Avengers vs. X-Men

A mega-saga da Marvel em 2012 que promete abalar todo o universo dos quadrinhos. Contém Spoilers.


Partindo de uma premissa simples, temos uma grandiosa saga que envolveu todos os personagens que tanto gostamos na Marvel e os jogou numa guerra violenta com consequências que não passarão despercebidas.

Logo no prólogo, temos a ideias de que o evento não é nada mais que uma continuação das sagas Vingadores: A Queda e Dinastia M. Os Vingadores aos poucos superam todas as sequelas dos acontecimentos anteriores e os X-Men, liderados por Ciclope, vivem na cidade de Utopia procurando uma forma de evitar a extinção mutante. Eis que, paralelo ao retorno de Wanda, a Força Fênix avança em direção a Terra. E é ai que as coisas começam a dar problemas.
Os Vingadores acreditam que essa é a oportunidade de destruir a entidade. Os X-Men acreditam que devem usá-la para trazer de volta os mutantes. E tudo gira em torno da messias mutante, Hope Summers.
Vamos à análise. Tudo bem que a Força Fênix é um ser megalomaníaco super poderoso que deixa todo mundo louco, mas era a única esperança de toda a raça mutante e a mesma esperança foi reprimida pelo super grupo da SHIELD. Em minha interpretação pessoal, talvez os Vingadores tenham se arrependido ao longo do título e pensaram em voltar atrás do ocorrido (Pelo menos o Capitão América corre atrás do prejuízo no final). Só que as edições não pairam somente nesse embate sócio-político. Em um ato de rebeldia, Hope vai até a parte azul da lua junto com o Wolverine, sendo perseguida por uma fração dos Vingadores e pelos "cinco cabeças" dos X-Men: Ciclope, Emma Frost, Namor, Colossus e Magia. Como alternativa para destruir a Força Fênix de vez, Tony Stark cria uma extensão de sua armadura que possivelmente cumpriria com o objetivo da equipe. Não deu certo e ela foi fragmentada em cinco partes que foram depositadas nos X-Men que viriam a ser conhecidos como As Cinco Fênix.

Bem que o quinteto tenta fazer o bem, modificando o mundo de forma que todos vivam em paz. Mas com o tempo o poder foi lhes subindo a cabeça, principalmente a Scott, que passa a desenvolver um ódio absurdo pelos heróis. "Chega de Vingadores!", essa é a frase que descreve exatamente a situação em que o líder mutante se encontrava.

A guerra está formada. O Punho de Ferro acaba levando a Hope para K'un-Lun, onde ela treina para combater as Cinco Fênix. Mas enquanto isso o Namor junto com Colossus e Magia começam a, literalmente, "tocar o terror" na Terra, abatendo facilmente os Vingadores. Aos poucos, eles vão sendo derrotados, na condição de existência de que quando um é derrotado, o poder é transferido para os outros. A disputa torna-se acirrada, com Colossus, Magia e Namor sendo derrotados e Ciclope acaba derrotando a Emma, e ao matar o Professor Xavier ( :O ) torna-se a nova Fênix Negra.

Chegando na edição final, a Força Fênix é retirada de Ciclope depois de uma árdua batalha, Hope se torna a Fênix Branca e com a ajuda da Feiticeira Escarlate, destrói a entidade. Só que com a destruição dela, os mutantes que perderam seus poderes no Dia M foram reenergizados, salvando os mutantes da extinção e provando que as más intenções das Cinco Fênix não partiam do pássaro de fogo, mas sim de Ciclope.

O que temos nesse título é um crossover de duas grandiosas equipes. Grandiosas tanto em seus espíritos como em seu número de membros, o que faz com que, infelizmente, alguns personagens não tenham o destaque que mereciam, já que ao longo da história estamos mais focados no Capitão América, na Hope e no Ciclope.

O Capitão é talvez o que tem maior profundidade durante a saga. Como o personagem principal da trama, nós vemos a determinação dele em proteger o mundo da Força Fênix, e em seguida seu arrependimento de não ter ajudado a raça mutante, sendo talvez um dos únicos que tentam desfazer esse erro. Já a Hope, mesmo não desapontando, não é exatamente aquilo que eu esperava lendo. Eu pensava dela ir amadurecendo ao longo da publicação, mas não é exatamente assim. O Ciclope aparenta a todo o tempo estar sendo influenciado pela Força Fênix, e no final descobrimos que ele estava são o tempo todo. É o que mais choca os leitores, sendo que nunca foi pensado que o grande líder de campo dos X-Men e o primeiro pupilo de Charles Xavier fosse capaz de realizar um extermínio em massa e até mesmo matar o seu mestre. Já Charles teve um desfecho que, para o personagem, torna-se épico.

Os personagens secundários (Leia-se: Homem de Ferro, Punho de Ferro, Wolverine e Homem Aranha) por vezes roubam a cena quando aparecem. Wolverine põe suas garras pra fora toda vez que um perigo atinge a Hope - ou seja, a todo momento - mostrando devoção à Messias Mutante. O Homem-Aranha, piadista como sempre, é o protagonista de uma das melhores cenas, derrotando o Colossus e a Magia com o poder da lábia.

Acho que o único quesito ao qual eu me queixo é a edição #12, que passa muito rápido, tentando concluir os arcos em poucas páginas, mas logo ai já são percebidos os elementos que causam uma grande reviravolta no Universo Marvel e nos faz chegar a conclusão de que aqueles títulos que conhecíamos nunca mais serão os mesmos.

E então eu encerro esse post com a frase proferida por Ciclope que encerrou de vez o selo Marvel:
"Haverá sempre que ter destruição antes do renascimento."



Nota:           

2 comentários :

KaiserLeomon disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Na boa... vc falou sobre a história, deu sua opinião pessoal, mas crítica que é bom nada. Ocorreram muitos pontos da história que poderia ter sido abordado (falta no foco socio-político, não apresentação da reação da humanidade diante do advento, privilegiar lutas ruins e não diálogos que tornasse mais intuitivo os lados para ser escolhido... dentro outros pontos que poderiam ser criticas e que não vou apresentar aqui em um comentário).

Foi uma pena, pois vc escreve bem.